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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Aprovada redução da facturação da água no Cartaxo


A Assembleia Municipal do Cartaxo aprovou quinta-feira, com os votos contra da oposição, um protocolo acordado entre a autarquia e a Cartágua que reduz a facturação da água a partir de Setembro, estabelecendo um aumento gradual dos preços.
Na reunião, que se prolongou por quase seis horas e foi muito participada, foi ainda aprovada, por unanimidade, uma proposta do Bloco de Esquerda de realização de um referendo à decisão da autarquia de concessionar por 30 anos o estacionamento na cidade.
O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), disse à Agência Lusa que a redução média do tarifário da água, conseguida com o acordo alcançado com a concessionária dos sistemas de água e saneamento do concelho, é “muito próxima dos 30 por cento”.
Essa redução, garantiu, vai ser sentida já na factura de Setembro, a qual incluirá igualmente a correcção dos valores cobrados em Junho, Julho e Agosto (que reflectiram a actualização aplicada pela concessionária) e que geraram uma forte onda de contestação no concelho.
Segundo disse, os valores repostos serão retirados da renda paga pela Cartágua à Câmara Municipal do Cartaxo.
Também o acordo agora assinado com a empresa, que prevê o aumento gradual dos preços até aos valores previstos pela legislação, implica a perda de receita da autarquia, já que a renda a pagar pela Cartágua será reduzida.
Paulo Caldas disse à Agência Lusa que essa redução será de 25 por cento, o que representará um valor de “150 mil a 200 mil euros”, considerado pelo autarca “suportável, face ao sacrifício enorme que se estava a pedir aos munícipes num momento de grandes dificuldades”.
O vereador do PSD, Paulo Neves, disse à Agência Lusa que, sendo o tarifário agora aprovado “substancialmente melhor”, o protocolo, que vigora por um ano podendo ser renovado, não é claro sobre quando e durante quanto tempo se fará o aumento progressivo.
O autarca social-democrata alertou ainda para o facto de a cláusula que estabelece uma taxa de rentabilidade mínima de 11,8 por cento para a Cartágua significar que a empresa pode “rever o tarifário a qualquer momento”.
Por outro lado, referiu que a diminuição da renda a receber pela autarquia será superior a 600 mil euros, sendo assim o município a assumir sozinho o ónus, comprometendo a receita autárquica num momento de forte contenção.
Já o vereador eleito pela CDU, Mário Júlio Reis, disse à Agência Lusa que o acordo agora apresentado não faz mais que “encanar a perna à rã”, uma vez que admite que o tarifário é temporário, além de que implica que seja a autarquia a pagar o eventual prejuízo da Cartágua.
Também o Bloco de Esquerda considera que o acordo alcançado vem “dar com uma mão para tirar com a outra”, sublinhando que o que havia ficado acordado na Assembleia Municipal de Julho era que o valor da renda serviria para ressarcir os munícipes pelos valores cobrados entre Junho e Agosto e não para compensar a empresa para o futuro.
Paulo Caldas insiste que o modelo encontrado no concelho, de parceria com a EPAL e concessão a um privado, é o melhor para os munícipes, considerando que o acordo agora alcançado com a Cartágua dará “estabilidade” aos preços praticados.
Na Assembleia Municipal de 26 de Julho, convocada depois de um abaixo-assinado que reuniu mais de três mil assinaturas em protesto contra os aumentos sentidos na factura de Junho, Paulo Caldas comprometeu-se a apresentar no início de Setembro uma nova proposta de tarifário.

Fonte: O Mirante

quarta-feira, 27 de julho de 2011

População do Cartaxo vence primeira batalha pela revisão do tarifário da água


Durante o mês de Agosto, o executivo da Câmara Municipal do Cartaxo e a administração da Cartágua vão delinear um novo tarifário para o serviço de abastecimento de água e saneamento no concelho.
O novo modelo será proposto para aprovação em reunião de Câmara e Assembleia Municipal no início de Setembro.
Foi este o resultado da Assembleia Municipal extraordinária de terça-feira, 26 de Julho, convocada a partir de uma petição popular que reuniu, em poucos dias, mais de 3 mil assinaturas de munícipes descontentes com os aumentos aplicados no passado mês de Junho pela empresa concessionária.
Foi uma tarde particularmente quente no Cartaxo.
Inicialmente marcada para as 17 horas na sala de reuniões dos Paços do Concelho, a sessão acabou por realizar-se duas horas mais tarde, no Centro Cultural.
Na Câmara, os muitos munícipes que não tinham lugar dentro da sala protestaram ruidosamente, impediram o início dos trabalhos e exigiram a mudança para um local maior.
A solução de recurso foi o Centro Cultural, por onde passaram mais de 300 populares, número nunca antes registado em reuniões deste órgão.
Todos os eleitos do PS – o presidente Paulo Caldas, os vereadores no executivo e os membros da Assembleia – sentiram na pele e de viva voz o descontentamento e a revolta dos cartaxeiros.
Entre interrupções, insultos, impropérios e muita barafunda entre o público, os responsáveis pela gestão do município foram responsabilizados pelos aumentos das tarifas e vaiados por não terem acautelado a defesa dos consumidores no acesso a um bem essencial como a água.
Embora em menor escala, os dois administradores da Cartágua presentes na sessão também não escaparam às críticas contundentes que vários populares fizeram durante as suas intervenções.
Paulo Caldas, muitas vezes assobiado e interrompido enquanto falava, assumiu logo desde início que “os problemas levantados têm razão de ser e estão a ser analisados com a Cartágua no sentido de haja uma efectiva melhoria do serviço”, nomeadamente a nível da facturação detalhada e da informação prestada aos munícipes.
Concordou ainda que há tarifas cobradas ao comércio e indústria que precisam de ser revistas, mas as suas explicações pouco apaziguaram os ânimos, até porque se recusou a falar dos investimentos em ETAR’s e infra-estruturas que já deviam estar a ser concretizados, e não estão.
A nível político, os eleitos dos partidos da oposição apontaram o dedo aos membros do PS na Assembleia Municipal e aos presidentes de Junta, que aprovaram a revisão do contrato de concessão nove meses depois do primeiro tarifário ter entrado em vigor.
Vêr o video da revolta da população do Cartaxo, que foi à assembleia municipal e tais foram os protestos que conseguiu obrigar a câmara municipal a admitir rever os tarifários da água.

Fonte: O Ribatejo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cartágua



2010-03-19
Assinatura do contrato viabiliza investimentos directos de 15 milhões de euros e receita financeira de 23 milhões ao longo de 35 anos. Abastecimento de água pela EPAL garante qualidade a baixo preço.