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domingo, 9 de outubro de 2011

Portugueses contra as privatizações

Águas de Portugal e TAP são as empresas que merecem maior oposição de venda, segundo um estudo da Eurosondagem.

Os portugueses estão na sua grande maioria contra as privatizações que se avizinham, revela um estudo da Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença.


Em todas as empresas apresentadas - Águas de Portugal, TAP, EDP, REN, Galp, CTT e RTP - mais de metade dos inquiridos votou a favor da manutenção das mesmas nas mãos do Estado. 
A Águas de Portugal e a TAP são as duas empresas que merecem maior oposição. O estudo de opinião revela que 70,6% dos inquiridos são contra a privatização da Águas de Portugal, sendo que a favor estão apenas 17,4%.
A TAP é a segunda empresa que menos portugueses querem ver privatizada, com 68,2% dos inquiridos a manifestarem-se contra a venda da transportadora aérea. 


Fonte: Expresso

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Água: Parceria Águas de Portugal-AMGAP

O Governo pretende privatizar as Águas de Portugal até final do próximo ano. A Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública, que abrange 21 autarquias alentejanas, defende que “não é a altura ideal para causar turbulências no processo”, face à envolvência de fundos comunitários.

O Governo prevê privatizar a Águas de Portugal até ao final de 2012, que tem um défice tarifário de 400 milhões de euros e várias empresas em falência técnica, indo para além do memorando de entendimento, assinado antes das eleições legislativas de 5 de Junho.

O documento identificava sete empresas no grupo de companhias a privatizar, mas o Executivo de Passos Coelho, terá um acordo preliminar, segundo um relatório de avaliação da troika através da Comissão Europeia, para privatizar mais duas empresas, entre elas as Águas de Portugal.

Em 2009, a parceria estabelecida entre a Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública (AMGAP), constituída por 21 municípios alentejanos e a AdP, resultou a criação da empresa Águas Públicas do Alentejo, SA, responsável pela gestão do sistema de abastecimento de águas em alta e saneamento, num investimento de 227 milhões de euros, a realizar entre 2010 e 2015.

Em marcha no concelho de Moura, está um dos maiores projectos promovidos pelas Águas Públicas do Alentejo, no valor de 4 milhões de euros e que se destina a abastecer as populações das freguesias rurais, a partir das Fonte da Telha.

José Maria Pós-de-Mina, presidente da AMGAP, avisa que independentemente do que possa acontecer com as Águas de Portugal, “as autarquias estão disponíveis para manter a parceria com o Estado, assim o Governo queira honrar o protocolo celebrado entre as duas partes”.

O presidente da associação, lembra que a Parceria Pública entre a AMGAP/ Águas de Portugal, em caso de privatização desta última, “só acaba se o Governo não quiser nomear outra entidade pública para a substituir”.

Bloco de Esquerda defende a realização de um referendo à privatização da empresa Águas de Portugal e entregou na Assembleia da República uma proposta nesse sentido, sendo que a iniciativa bloquista tem a forma de projecto de resolução a ser votado e deu entrada nos serviços do Parlamento na sexta-feira.

Teixeira Correia



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A nossa peticão atingiu as 10 000 assinaturas!




A petição pelo referendo á privatização da água atingiu as 10 000 assinaturas!


São necessárias 75 000 para que seja exigido referendo nacional.


Assinem e divulguem pelos amigos e conhecidos via fb ou email.


Todos são necessários para travar a privatização da água em Portugal! 



Amanhã será tarde demais!
Petição

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A privatização dos Serviços de Água

Está em curso um processo acelerado de privatização dos serviços de água – do abastecimento público, assim como da drenagem e tratamento de águas residuais. 

Esta privatização, designada por “concessão”, consiste na entrega dos serviços públicos a empresas privadas para que os explorem e deles obtenham lucro. A concessão é uma alienação de direitos de propriedade e de poder de decisão público, que não deve ser confundida com a aquisição a privados de um trabalho ou um produto, como, por exemplo, a operação de uma estação de tratamento de água ou uma empreitada de construção, que não são privatizações. 

FUNÇÃO DOS SERVIÇOS DE ÁGUA 

A relação das pessoas e a água é muito especial, muito mais ampla que o ciclo urbano da água. A água é talvez o vínculo mais forte entre as pessoas e a natureza. 

Faz parte de quase tudo o que nos cerca, desde o crescimento das plantas e animais de que nos alimentamos ao processo de fabrico de quase todos os produtos que usamos. 

Toda a história dos homens e das civilizações está ligada à água. 

A “água doméstica” é uma percentagem reduzida do uso humano da água, mas é o âmago desta relação. O metabolismo dos seres vivos exige a absorção de quantidades de água, constantemente renovadas, sem as quais a vida não é possível. 

A “mesma” água tem em geral um período de residência num ser vivos de algumas horas. Não há “consumo” nem “apropriação” da água, e a mesma porção de água é reutilizada através do tempo por seres vivos sucessivos. 

A circulação da água é uma circulação comum a todos os seres vivos, tão vital como a circulação do sangue. 

Na organização actual da sociedade os homens têm de permanecer ligados à água por um processo artificial. São os “serviços de água”. 

Aos serviços de água – abastecimento e saneamento - chamam “ciclo urbano da água”. De facto não é nenhum ciclo, é uma “ligação”: - das pessoas, e muito particularmente do metabolismo humano, ao ciclo hidrológico. 

O “serviço de abastecimento” é a ligação no sentido da natureza para os homens e o “serviço de águas residuais” “devolve á natureza” a maior parte da água, que continuará o ciclo da natureza e da vida. 

É esta ligação metabólica entre o homem e o ciclo hidrológico que está a ser entregue para “exploração lucrativa” nos contratos de concessão da água. 

O controlo desta ligação dá um poder imenso sobre os homens. Um poder comparável ao de quem possuísse um interruptor da máquina cardíaca dos outros homens. 

A gestão dos serviços de “abastecimento” ou dos de “águas residuais” tem características e implicações diferentes: 

No “abastecimento” estão em causa principalmente “indivíduos”, a sobrevivência e a vida de cada um.

Os indivíduos podem ser “desligados” da rede, privados do acesso à água, a quantidade acedida pode ser medida e cobrada. 

A cada um é vendido o “direito à vida”. 

Mas a quantidade e qualidade da água, a “segurança”, dependem da “origem” - de uma captação inferior à renovação da água, da gestão das actividades humanas e do território na bacia hidrográfica, isto é, da administração do território e das actividades humanas. 

Nas “águas residuais” , na forma como são tratadas e reinseridas no ciclo hidrológico, está em causa a “reutilização da água”, o meio receptor e o interesse público. 

Está em causa a degradação da água do ciclo hidrológico, da circulação comum dos seres vivos, da água necessária à produção de alimentos e às actividades humanas. 

É um “serviço público” no sentido lato, de interesse comum, que não é passível de ser cobrado individualmente como “mercadoria”. 

Quando o Estado privatiza os serviços de água vende a uma empresa o poder de cobrar o direito à vida de cada cidadão e em simultâneo uma influência importantíssima sobre a utilização comum da água e do território. 

É a venda de um feudo que inclui Homens, Natureza e território, para que um grupo capitalista os explore e deles obtenha o máximo lucro. 

A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA NO MUNDO 

A tomada de terreno do poder económico na privatização dos serviços de água tem sido vertiginosa. 

Em 1996 a participação privada no abastecimento público era apenas residual, concentrada em França e na Inglaterra, um pouco em Espanha. Em 2001 o Banco Mundial apontava para a gestão/concessão privada de 5% do abastecimento público do globo e está em crescimento acelerado. 

Concentra-se praticamente em sete grupos económicos, encabeçados por duas transnacionais de origem francesa - Suez/Lyonaise des Eaux e ex-Vivendi (ex-Generale des Eaux, CGE). Esta última já instalada em Portugal, com várias concessões de abastecimento de água e outros serviços, como, por exemplo a Transtejo. 

Essas transnacionais actuam muito mais em corporação ou oligopólio que em concorrência. Constituem-se em grupos de pressão fortíssimos junto dos órgãos de poder supranacionais, sobretudo os financeiros — Banco Mundial, FMI, GATS, ALCA, UE, MERCOSUL, etc. 

O seu poder tem vindo a crescer extraordinariamente na última década e dominam, de facto, a política mundial da água. Fazem parte do Conselho Mundial da Água, que organiza o Forum Mundial da Água. Junto à UE, a Vivendi e a Suez fazem parte, por exemplo, do "Forum Europeu dos Serviços" (ESF), acreditado como ONG e consultado nos processos de decisão, incluindo muitos que não são submetidos ao Parlamento Europeu. 

A privatização dos serviços de água significa uma enorme cedência de poder político, isto é, do poder de autodeterminação dos cidadãos, em favor do poder económico. Este processo tem tido a conivência da maior parte dos Governos dos países ricos e tem sido imposto aos países com dívida externa pelo Banco Mundial e FMI assim como pela UE. 

A privatização efectiva é ainda minoritária e está a encontrar resistência na maior parte dos países da UE, assim como nos EUA e no Canadá. Mas a pressão continua sobretudo através dos acordos internacionais de comércio e a Directiva Quadro da Água da UE está a ser um instrumento de penetração da mercantilização da água. Muitos Governos que não tiveram ainda força para implementar a privatização nos seus países, devido à oposição dos cidadãos, têm sido coniventes e agentes activos desta legislação. 

PORTUGAL 

Em Portugal, logo que o Governo PSD/CDS tomou posse anunciou a intenção de privatizar as Águas de Portugal e tornou evidente a orientação política de privatização de todo o sector das águas. 

É gravíssimo e iminente, mas não é uma intenção nova – é o culminar de um processo de duas décadas, conduzido pelos sucessivos Governos e maiorias parlamentares. 

Ao contrário de outros países, como a Holanda e a Irlanda, que garantem o carácter exclusivamente público da água e dos serviços de água, em Portugal foram sucessivamente removidas as defesas legais do direito público aos serviços de água. 

Esse processo legislativo decorreu essencialmente de 1982 a 1994: 



Assim, passou a ser permitido que o Estado alijasse a responsabilidade de prestar o serviços de água aos cidadãos, concessionando ("arrendando") a longo prazo as infra-estruturas e os serviços a empresas privadas para exploração comercial. 

Mas os serviços de água são competência autárquica, e só algumas autarquias concessionaram “voluntáriamente” os serviços. 

Segue-se um processo de pressão, por parte do Governo, para “forçar” as Câmaras renitentes a transferirem para o Governo as competências e infraestruturas – ou, pelo menos, a parte mais importante, a ligação com o “ciclo hidrológico”. 

O enquadramento é dado pela legislação sobre os “sistemas multimunicipais” (ver quadro 1). É um “modelo administrativo” de “gestão comum” a vários municípios das componentes com ligação directa ao rio: captação, tratamento e adução, no abastecimento de água, ou transporte, tratamento e rejeição, nos sistemas de águas residuais (designados por “ligação em alta”, por analogia com os serviços de electricidade). 

A aceitação do modelo de “sistema multimunicipal” por um grupo de municípios contíguos transfere para o Governo a competência sobre essa parte das “ligações”, ficando as câmaras apenas com competências sobre as redes (“sistema em baixa” - distribuição de água ou drenagem, conforme os casos). 

Associada a cada “sistema multimunicipal” foi criada uma “empresa” a quem é feita a concessão da exploração do sistema. Essas empresas — “Águas do Douro e Paiva”, Águas do Algarve”, etc — são Sociedades Anónimas, em que as Águas de Portugal tem pelo menos 51% das acções. Existem sistemas multimunicipais de abastecimento ou de águas residuais, ou com ambas as funções. Também existem para resíduos sólidos (lixos). 

Esta concessão a uma “Sociedade Anónima” de capitais públicos designa-se em direito económico por “privatização formal” — está “pronta” para ser privatizada, pela alienação de cotas. E passa a ser uma decisão exclusiva do Governo, sem necessitar do consentimento das Câmaras. 

Os Governos (PSD - PS - PSD/CDS) têm vindo a pressionar as Câmaras intensamente para a adesão aos sistemas multimunicipais. 

Os investimentos nos “sistemas multimunicipais” têm sido largamente comparticipados pelo Orçamento de Estado e pelo Fundo de Coesão, cujo acesso é negado, ou muito substancialmente reduzido, a Autarquias que pretendam manter as competências e o serviço público. 

Os sistemas de distribuição de água a 31% da população portuguesa residente, e a captação, tratamento e transporte da água que abastece 69% estão incluidos no lote de privatização das Águas de Portugal. Na Madeira a IGA SA, cuja maioria do capital é controlado pelo Governo Regional, tem a concessão de todos os sistemas “em alta”. 

Em paralelo também decorrem vários processos de privatização de serviços detidos pelas autarquias. 

A situação em relação às águas residuais é semelhante, embora com um ligeiro “atraso” em relação ao abastecimento, e tudo isto num processo tão célere que os dados apresentados estarão já desactualizados. 

APELO 

Este resumo muito sumário do panorama da privatização da água mostra como estamos a ser “desligados” do ciclo hidrológico. 

O Governo PSD/CDS tem nas mãos um fabuloso negócio e pretende aproveitar a legislatura para o entregar ao capital. Por 30 ou 40 anos. Preconizando-se também o aumento da pressão, já muito intensa, sobre as autarquias até agora resistentes. 

É necessária a união de todos os esforços para travar e reverter o processo em curso. 

Porque ainda é tempo. 

As leis podem ser alteradas. 

E apesar de tudo, a tutela da larga maioria das empresas concessionárias é do Estado Português. 

Os cidadãos em conjunto têm poder democrático para exigir e impor-se aos órgãos de soberania. 

Mas, a partir do momento em que estes alienarem a responsabilidade e a propriedade, esse poder é perdido. Pode-se reconquistar, mas não da mesma forma, e é muito mais difícil. 

Urge, por isso, agir. 

Temos muito pouco tempo. 





Luisa Tovar em resistir.info

Luisa Tovar é engenheira hidráulica. Responsável da "pro-Associação Água Pública", que está em constituição. A Associação Água Pública defenderá o acesso de todas as pessoas à água. 


Assine a petição para levar a privatização da água a referendo aqui


terça-feira, 26 de julho de 2011

Cartaxo contra aumento do preço da água

Cerca de 80 cartaxeiros concentraram-se junto à empresa Cartágua na sexta-feira, 15 de Julho, para protestar e pedir esclarecimentos sobre os súbitos aumentos da água cobrados nas facturas de Junho.

Indignados, os populares, na sua maioria reformados e pensionistas, dizem não compreender a que se devem estas subidas e acusam a empresa privada que ganhou a concessão dos sistemas de água e saneamento no concelho de não dar as devidas justificações.

Fonte: O Ribatejo


VIDEO DO PROTESTO AQUI.

Assembleia municipal discute aumento da factura da água contestada por cidadãos
15 de Julho de 2011, 12:30

Um grupo de cidadãos do Cartaxo entregou na assembleia municipal um abaixo-assinado com mais de 2.000 assinaturas a pedir uma sessão extraordinária para discutir o aumento da factura da água no concelho, entretanto agendada pelos eleitos municipais.

“Exigimos a revisão do contrato e dos preços da água para níveis mais decentes porque, nalguns casos, as faturas aumentaram cerca de 200 por cento em relação aos meses anteriores” (...).

“As pessoas sentem-se traídas pela autarquia, que foi buscar dinheiro com esta concessão e agora está a desbaratar esse dinheiro e a colocar em cima dos munícipes a fatura do negócio”, acrescentou o porta-voz do movimento de cidadãos.

Fonte: Sapo


Assembleia de iniciativa popular sem efeito
2011-07-15 16:15:40

Ficou sem efeito a assembleia municipal extraordinária de iniciativa popular, marcada para dia 26 de Julho, pelas 5 da tarde.

As 2051 assinaturas entregues à presidente em exercício necessitavam das correspondentes certidões de eleitor e residente, que deveriam ser obtidas junto das juntas de freguesia, e que não acompanhavam o processo, o que fez com que a presidente tivesse de o rejeitar.


domingo, 24 de julho de 2011

Quem está interessado na privatização da água em Portugal







Fomentinvest avança com bancos para compra da Aquapor
2008-03-03

Já a dar cartas no sector da energia, nomeadamente na biomassa e no solar, a Fomentinvest é uma das empresas que vai marcar presença na lista de concorrentes.

Para o efeito, a empresa, liderada por Ângelo Correia, estabeleceu uma parceria com a Espírito Santo Concessões - holding para a área de concessões que resulta de uma parceria entre a Mota-Engil e o Banco Espírito Santo –, a Espírito Santo Capital-Sociedade de Capital de Risco, o Banif Banco de Investimento, o Banif – Sociedade de Gestão de Investimento e a Sisaqua.

Câmara de Leiria autorizada a entregar água e saneamento a privados

PSD quer impugnar decisão.


A Assembleia Municipal de Leiria autorizou na segunda-feira, por maioria, a câmara a concessionar o abastecimento de água e saneamento a privados por 30 anos. A autarquia estima poder encaixar cerca de 30 milhões de euros.



A deliberação obteve 29 votos favoráveis do PS, 22 contra e duas abstenções dos deputados da oposição - PSD, CDS-PP, CDU e BE. 

Os sociais-democratas anunciaram que vão impugnar a decisão, alegando que o regimento da Assembleia Municipal determina que “a concessão de exclusivos e de obras e serviços públicos não poderá ser feita por prazo superior a 20 anos”.

Em declarações ao PÚBLICO, o presidente da câmara, Raul Castro (independente eleito pelo PS), adiantou nesta terça-feira que o prazo da concessão poderá ser alterado no caderno de encargos, passando para 20 anos com hipótese de prolongamento por mais dez.

Vitor Lourenço, do PSD, justificou o voto contra com a impossibilidade de passar um “cheque em branco” a este negócio e com “a ausência de estudos fundamentados para uma discussão alargada”.

Os sociais-democratas criticaram ainda a “pressa” na aprovação do processo, por entenderem que não foram esgotadas as possibilidades de negociação com a Águas de Portugal e serem desconhecidas as intenções do novo governo nesta matéria.

O CDS-PP sublinhou também a necessidade de “mais tempo” para debater este assunto, enquanto o CDU considerou que a privatização do serviço de águas e saneamento “é um grave crime” contra o município. O BE opôs-se à proposta por ser “contra a privatização de todos os bens essenciais”.

Já António Sequeira, deputado municipal pelo PS, referiu que a decisão de aprovar a concessão se deve à “deplorável situação financeira que esta Câmara herdou”.

Com a concessão dos serviços, o presidente da câmara acredita que a população do concelho ficará “melhor servida”, já que permitirá executar investimentos para aumentar a taxa de cobertura do saneamento, que ronda os 70 por cento.

As “dificuldades financeiras” que o município enfrenta – e que já levaram a que o estádio municipal, feito para o Euro 2004, fosse posto à venda por 63 milhões de euros – impedem a utilização de fundos comunitários para executar os investimentos necessários para melhorar a rede.

A empresa que vencer o concurso (ainda sem data marcada) terá de apresentar um plano de investimento a oito anos, de 30 milhões de euros para o saneamento e cerca de 12 milhões para o abastecimento de água. Além disso, terá de actualizar o tarifário nos próximos cinco anos de forma condicionada, manter todos os postos de trabalho dos funcionários dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, adquirir todo o material que pertence aos serviços e adiantar 40 por cento das rendas.

A concessão das águas e saneamento resulta, diz o autarca, do “impasse criado pela Águas de Portugal” na constituição de uma parceria com Leiria e com mais 12 municípios da Região Centro.

Fonte: PÚBLICO

sábado, 23 de julho de 2011

O que não queremos:

«O próximo Governo quer aprofundar o programa de privatizações para além do que consta no memorando da "troika", diz Pedro Passos Coelho numa entrevista hoje ao correspondente do jornal britânico 'Financial Times', citando como exemplo a RTP e as águas de Portugal.»

aeiou.expresso.pt
Garante Pedro Passos Coelho em entrevista ao Financial Times. Clique para visitar o especial Portugal 2011
sicnoticias.sapo.pt
A privatização da RTP e da empresa Águas de Portugal vai mesmo avançar. A garantia foi dada hoje, por Pedro Passos Coelho, em entrevista ao jornal britânico Financial Times.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mortágua

Desde a entrega à empresa Águas do Planalto deste que é o mais lucrativo negócio, que temos assistido a um constante aumentar do preço desse precioso líquido.


Sobre o Concelho de Mortágua: wikipedia

Fontanários particulares

Câmara de Ferreira do Zêzere dá prazo para arranjo de fontanários particulares

Em Edital a autarquia ferreirense estabeleceu até ao final do ano de 2010 o prazo limite para reparação e conservação dos fontanários situados em terrenos privados. Caso contrário serão retirados. 





Estes fontanários que se encontram em terrenos privados e que foram disponibilizados gratuitamente ás populações desde sempre, não compete aos proprietários arranja-los (porque os mesmos provavelmente nem têm verbas pessoais para o fazer), mas sim ás Cãmaras Municipais porque são elas as representantes (eleitas) das populações e é a elas que deveriam servir os seus interesses. Ou as Cãmaras Municipais estão pela sua população ou ao contrário estão com o lobby da privatização da água.

Fontanários de Abrantes, 2006

foto
A Câmara de Abrantes deu um prazo de dois meses aos habitantes das freguesias do concelho para fazerem a ligação da água da rede pública a suas casas. Habitantes contestam.


Em Janeiro os poucos fontanários que ainda estão a funcionar nas aldeias do concelho de Abrantes vão secar. O município justifica a decisão por não poder garantir a qualidade da água e também devido ao consumo abusivo por parte dos habitantes. Que contrapõem, criticando o custo da instalação dos ramais. 

Lei da Água

Lei n.o 58/2005 de 29 de Dezembro


http://aguaslivres2011.blogspot.com/2011/07/lei-da-agua.html


Foi publicado no dia 11 de Junho de 2008 o 
Decreto Lei 97/2008 "que estabelece o regime económico-financeiro dos recursos hídricos", uma peça chave na espoliação da água instituída pela Lei da Água e pela Lei da Titularidade aprovadas em 2005.
Este diploma é um "preçário" de taxas e tarifas que se multiplicam, pelo uso da água dos rios, pelo uso das praias e dos terrenos confinantes com as águas.
Ver mais em "Processo Lei Quadro da Água"

quadro retirado de: resistir.info

Aumento do preço da água em 2010

A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos emitiu recomendação tarifária que aumenta brutalmente a factura da água em quase todo o País



ERSAR emitiu a Recomendação nº 02/2010, intitulada "critérios de cálculo para a formação de tarifários aplicáveis aos utilizadores finais dos serviços públicos de abastecimento de água para consumo humano, de saneamento de águas residuais urbanas e de gestão de resíduos urbanos" que enviou às empresas concessionárias de serviços de abastecimento e de águas residuais e a (algumas?) Câmaras Municipais, para eventual parecer, dando o prazo de de 28 de Julho a 15 de Agosto



Esse documento, contráriamente às recomendações anteriores e à recomendação posterior, numerada 03/2010, que estão afixadas no portal da ERSAR, continua escondido dos portugueses afectados.

Continua: água pública